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Um homem para quem tiro a Cartola
Estranho ouvir falar em Cartola sem me lembrar do segundo grau. Durante esse mês de aniversário do compositor, com estréia de peça sobre sua vida etc, é comum encontrar matérias sobre ele. Porém, para mim, elas estão sempre incompletas.
Não desejo queixar-me às rosas, mas sim, ver informações, desconhecidas pela maioria do grande público, passadas em programas de TV, por exemplo. Foi no meu segundo grau que, estudando com a filha do filho adotivo de Cartola e Zica - alguém sabia que, mesmo não tendo recebido em vida o dinheiro que merecia, e tendo vivido na pobreza, o poeta dos humildes havia ajudado um dos seus representados? - tive conhecimento de quem ele era e de algumas histórias, e pude viver na na atmosfera desse gênio.
Cartola, apesar de ter sua imagem diretamente ligada à Mangueira, foi morador da Cidade de Deus no período do desenvolvimento do bairro. É, na mesma época que Mané Galinha e Zé Pequeno. E hoje, a pequena casa de esquina, com garagem subterrânea e pintada de verde e rosa, como não poderia deixar de ser, possui plaquinha de homenagem e tudo, mas é desconhecida pelos seus fãs. Talvez por um zelo da imagem mangueirense do compositor. Talvez, por mero descaso cultural, como ocorre muito no Brasil.
Hoje, esse mesmo filho adotivo é o morador da casa, junto com sua esposa e filha. Por mais que tenha tentado trazer Dona Zica, no período em que foi internada várias vezes, para a CDD, esta argumentava que a Mangueira era mais segura. Puro argumento. É que na Mangueira, ela conhecia a todos, e apesar da idade e das reclamações dos filhos, frequentava animadamente (quando não era a primeira a chegar e a última a sair) aos pagodes.
Bem, mas o que compensa nessas matérias, para uma pessoa como eu, é saber que mais jovens conhecerão as lindíssimas letras do Seu Agenor de Oliveira, assim como um pouco (bem pouco) de sua bela história: do funcionário público-boêmio-favelado à compositor de sucessso- boêmio e fundador da escola de samba mais conhecida do país.
Além disso, é escutar comentários como o de Arnaldo Jabour, questionando o reconhecimento financeiro, em vida, de mestres que viveram na pobreza, mas que enriqueceram grandiosamente a cultura nacional. Mas, como nem tudo é perfeito, o telespectador ainda desorientado e analisando as palavras de Jabour, tem que ver a cara de crítica de uma determinada pessoa da imprensa, após o fechamento do comentário - para variar! É! Como o próprio Cartola cantou lindamente nos versos de Candeia: temos que "rir para não chorar"!!
Escrito por Paulinha às 12:16:31 AM
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Criança feliz, feliz a cantar ...
Finalmente consegui dar um tempo no reinado da transparência na minha vida. É, pois do jeito que eu andava branca, estava vendo a hora de ser paga para servir de exemplo em aula de anatomia. Desde de quinta-feira, comecei a pegar sol na varanda de casa mesmo ... Ontem, fui à Grumari. Mas o mais legal, além da bela cor que estou (olha o convencimento), são as lembranças de infância. Era para lá que eu ia sempre com os meus pais. Aquela vista maravilhosa, a praia fresquinha (não é o calor infernal da Barra e do Recreio- vc queima sem sentir)... Tudo de bom! Sem contar a extensão de areia e a água geladíssima que é a cara da Praia Grande, em Arraial do Cabo. Ai, que saudade que deu! Quantas lembranças também.
Porém, o engraçado foi a volta. Acabamos voltando por engano por Vargem Grande. Para quem conhece a minha terrinha, sabe que é chão a beça vir de depois do Wet n'wild para Jacarepaguá. Mas como foi gostoso!!
Já hoje, não deu para ir à praia, mas comi o nhoque da mamãe acompanhada do namoradão. Quer coisa melhor? Pois é, final de semana de coisas simples, mas que preenchem e divertem muito! E como são felizes esse dias assim!
Escrito por Paulinha às 04:33:24 PM
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