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Tentando acreditar nisso ainda
Durante muitos anos fui um sujeito indefinido. Era uma Paula, uma menina. Hoje me vejo me definindo para a vida. Comecem a crasear às referências a mim. Sou A Paula, A menina. Vocês vêem à Paula. À mulher. À jornalista. À profissional. À filha. E assim como a língua, muitos sentem dificuldade em crasear a ainda menina que sou, quanto menos a mulher que me torno. Mas a vida e a língua é assim mesmo. O importante é sofrer modificações na oralidade e alterar a escrita conforme a norma culta.
Escrito por Paulinha às 12:19:32 PM
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Que brilho é esse?
Tarde de sábado. O cansaço da semana me faz devanear enquanto fala o professor. Aquele blábláblá conceituado serviu de trilha sonora para um encontro de olhar. Olhos verdes com cabelo escuro sempre foram artigos que me chamaram atenção. Mas esse era diferente. Havia um brilho especial por trás daquele olhar.
Se o olhar é o espelho da alma, só posso chegar à conclusão que essa amiga é brilhante, seja no casamento, seja na sua profissão, seja na sua essência limpa, humana... Porém, ainda não era só isso. Havia um espelhamento de uma alma dentro da alma. E isso não se chama dupla personalidade. Isso se chama maternidade.
Aquele olhar era o reflexo do reflexo da alma de um bebê. Senti-me mão por alguns segundos.
Escrito por Paulinha às 12:19:06 PM
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Cotidiano
Todo dia ela faz tudo sempre igual, “se” sacode as 7 horas da manhã e pontualmente se sorri no espelho um sorriso debochado de quem sabe que levará 40 minutos esperando uma condução e mais 1h e 40 min dentro do ônibus. O transporte alternativo era o seu sonho, já que fazia o trajeto Taquara- Zona Sul em menos de 1 hora. Porém, com essa imposição do Vale Transporte, se vê obrigada a baldear 2 ônibus ou pegar o 2113( da empresa Redentor e que pode ser ônibus comum ou micro-ônibus). A sensação deste último é ótima. Você conhece toda a cidade sem necessidade – já que ele passa pelo Riocentro, Barrashopping e praia da Barra- e ainda tem a sensação de ser uma sardinha congelada. Por causa da ausência de condução na região, as pessoas são empilhadas dentro de um ônibus tão refrescante quanto comercial de pasta de dente. E ali, o povo reclama as agruras do tempo desperdiçado de sua vida ou faz competição de quem mais teve condução passando direto por sinal seu, ao longo da semana. São as empresas de transporte promovendo a comunicabilidade do povo carioca.
Escrito por Paulinha às 12:18:28 PM
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HIPERtexto. Nao... MINItexto...
Os signos são grande pícaros, que dançam ao redor de cada um de nós, mudando até o significado do que quer dizer " cada um de nós". Se não somos definitivos, quanto mais a língua. Quem diz que essa está engessada, está em um hospital, em meio a band-aids e ataDURAS. Que na verdade são panos MOLES, e que não atam nada duro, mas normalmente a DOR.
Aliás, a dor é uma das maiores responsáveis pelas MUDANÇAS de ótica. Como pode então um de seus tratamento ser a atadura? Perfeitamente passível, se levarmos em consideração que essa não é ETERNA. A não ser que se deseje TOMBAR a língua. E nessa iniciativa, passar-lhe a rasteira e levá-la ao TOMBO. Pois QUASE nada é eterno, ou se desfaz ou se modifica. Como diria Quintana, " eles passarão, eu PASSARINHO". E passarinho voa, come minhoca e CANTA.
Na verdade, ele não canta, mas PIA. Pia de maneira ordenada, criando uma " fórmula musica". CANTAR canto eu, você, eles... CONTAR, conto eu, você, eles... 1, 2, 3, 10, 100, 300. HÁ GOSTO para tudo. AGOSTO para tudo. Agosto = mês do cachorro doido. Mas quem somos nós para dizer se ele é doido ou não? Tudo depende do conTEXTO. Com ou sem texto. Com o sem sentido. Assim como essa mensagem. O importante é SER dito.
Escrito por Paulinha às 11:38:01 PM
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Não deixe o samba morrer
Entro no salão. A vista se depara com um ambiente a meia-luz, ainda vazio. Instrumentos a postos no palco e como fundo, regravações de muitos cantores conhecidos, misturada ao burburinho do ainda escasso público que conversa do lado de fora, junto às palmeiras imperiais e a lua que despontou cintilante lá fora.
O som do cavaquinho aparece. O início do primeiro set é sempre assim: regado de muito choro. Choro que nos faz sorrir de alegria ao sentir o corpo rodopiar no salão que começa a ser disputado por poucos casais. O olhar se volta para o palco, e lá estão aqueles mesmos instrumentos, antes solitários, e agora abraçados por seus donos. É como se cada acorde fosse a lágrima derramada pelo poeta no momento da composição, o sorriso do sambista ao ver a casa lotada ou a dor prazerosa do dançarino após horas incansáveis de rodopios. Cada acorde, na verdade, representa o sonho daqueles que os produzem, as dores, expectativas e planos de sucesso de artistas que vivem, cheiram e comem música.
Decido dar uma volta. Lá fora o cheiro é de terra molhada. E aqui dentro, dentro do meu peito, o cheiro é de terra sarada, renovada, reconstruída e pronta para novas tombadas. Pois muitas vezes, sinto-me como o samba: agonizo, mas não morro.
Escrito por Paulinha às 01:35:37 PM
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De morrer de rir
Escrito por Paulinha às 12:34:01 PM
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Galera, sei que estou sumida... Sei que desapareci, mas não andava com vontade de escrever sobre mim. Não por falta de acontecimentos, mas muito pelo contrário... Vida dando volta de 180 graus. Muitas coisas novas, novos pensamentos, nova visão da própria vida... Coisa boas, algumas lutas, mas que sempre são observadas pelo lado positivo- coisa nova para mim, confesso... Sempre fui suuuper crítica e até um pouco pessimista. Mas enfim... Foram muitas as coisas que colaboraram e marcaram esse processo. E uma delas, como já havia contado por aqui, foram as canções de Jorge Drexler.
O vício já estava instaurado quando fui àquela show no dia 04 de dezembro. Era impossível de passar uma semana sem ouvir esse artista maravilhoso. E isso não era só comigo... Todos aqui no trabalho com o mesmo problema... A minha prima de São Paulo também. Já pensava até em criar um VDA (Viciados em Drexler Anônimos), porém a anonimidade estava impossível de manter. Afinal, as suas músicas são daquele tipo que você escuta uma vez, escuta a segunda e na terceira já está indicando para Deus e o mundo, por não acreditar que uma artista desses ainda não é conhecido. Bem, mas esse desejo de falar dele, apresentar suas músicas só cresceu após o show...
Sim, o show é tão bom- ou até melhor- que o CD. Mas Drexler é melhor ainda. Pela voz doce, pelo jeito simples, pela simpatia, pelo conteúdo que possui e não parece... Sendo assim, é impossível não ficar revoltada quando se fica sabendo que ele tem uma de suas canções concorrendo ao Oscar- "Do Outro Lado do Rio", feita especialmente para a trilha de "Diário de Motocicletas" a convite de Walter Salles- e quem vai cantar em seu lugar na premiação é Antonio Bandeiras (!!!!!!!!!!!!!!!!) Ninguém merece!!! Walter Salles escreveu uma carta reclamando (http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/cultura/1892501-1893000/1892523/1892523_1.xml) e tudo. Mas a decisão foi mantida.
Porém, quando a pessoa é jóia, quando a pessoa é boa, não adianta que a resposta vem a cavalo... Ele ganhou o Oscar de melhor canção, e na hora dos agradecimentos, foi lá e simplesmente... cantou... Ele é lindooooooo!!! Parabéns Drexler! Sou sua fã, como artista e como pessoa.

Fonte: site UOL
Escrito por Paulinha às 12:16:59 PM
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Feliiiiiiiiiizzzzzzzzzzz Nataaaaaaaaaaaaaalllllll!!!
Escrito por Paulinha às 07:42:33 PM
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Eu não vou falar mais nada...
... além dessa pergunta: O que é Gael Garcia Bernal, hein?

Escrito por Paulinha às 12:40:58 AM
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Uau!!
Galera!!!! Quase 3000 acessos. Que moral!!! Rs. Beijos a todos
Escrito por Paulinha às 11:16:31 PM
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